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Crise na Stock Car faz marcas históricas mudarem investimentos no automobilismo

✍️ Redação 📅 março 13, 2026 ⏱️ 5 min de leitura 👁️ 2 views
Crise na Stock Car faz marcas históricas mudarem investimentos no automobilismo


A crise recente vivida pela Stock Car abriu espaço para um movimento silencioso, mas significativo, no automobilismo brasileiro. Marcas historicamente associadas à principal categoria do país passaram a diversificar seus investimentos em outras competições, como a Copa Truck, a NASCAR Brasil Series e a Porsche Cup Brasil, ampliando presença enquanto o campeonato tenta se reorganizar após uma temporada turbulenta.

O ponto de ruptura começou quando a Stock decidiu lançar uma nova geração de carros, com desenvolvimento majoritariamente nacional. O projeto trouxe chassi inédito, motores fornecidos no Brasil e uma arquitetura completamente diferente da usada nos últimos anos.

A mudança, porém, veio acompanhada de problemas operacionais. Pilotos e equipes reclamaram publicamente de quebras frequentes, falta de peças de reposição e aumento expressivo de custos. Um dos mais vocais foi Felipe Massa, que chegou a ser multado após críticas contundentes à organização.

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Com o avanço da temporada, as falhas mecânicas diminuíram, mas a categoria precisou até alterar regulamentos técnicos para tentar estabilizar o desempenho dos novos carros. A situação ficou ainda mais delicada na reta final do campeonato, quando etapas foram realizadas em autódromos considerados abaixo das condições ideais. Acidentes em sequência aumentaram o clima de tensão entre pilotos e equipes. Parte dos episódios acabou indo parar na Justiça, com questionamentos sobre segurança e estrutura dos eventos.

Em meio ao cenário turbulento, patrocinadores históricos começaram a rever suas estratégias. Três das marcas mais tradicionais do grid, Ipiranga, Shell e Mobil, passaram a expandir investimentos em outras categorias do automobilismo nacional. O movimento coincidiu também com a saída da Grupo Globo das transmissões da Stock, encerrando um ciclo histórico de exposição televisiva.

A Mobil, por exemplo, encontrou na NASCAR Brasil um novo ativo esportivo. A marca passou a apoiar o jovem piloto sorocabano Murilo Rocha, de apenas 16 anos. Ele ganhou notoriedade ao se tornar o único afrodescendente a vencer uma corrida em nível de campeonato brasileiro ao triunfar na F4 Brasil em 2025, temporada em que terminou como vice campeão. A aposta segue uma estratégia recente da empresa de associar sua imagem a pautas de diversidade no esporte.

Nos últimos anos, a Mobil também apoiou Antonella Bassani na Porsche Cup, piloto que ganhou projeção nacional e acabou migrando para a televisão como apresentadora da Globo. Rocha passa a ocupar um espaço simbólico deixado por Rubens Barrichello, que era o principal rosto da marca no automobilismo brasileiro quando corria pela equipe Full Time na Stock.

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A Shell também optou por ampliar sua presença fora da principal categoria do país. A companhia contratou para a Copa Truck o maior campeão da história da categoria, Felipe Giaffone, e também seu filho mais velho, Nicolas Giaffone, reforçando um projeto familiar dentro do campeonato dos caminhões. Paralelamente, a empresa confirmou o retorno à Porsche Cup Brasil em 2026.

Na categoria de GT, considerada uma das que mais crescem no país, a Shell será representada pelo piloto paulista Matheus Comparatto nas disputas de sprint e endurance. A marca já teve histórico relevante na Porsche Cup entre 2016 e 2019. Em sua primeira temporada no campeonato, conquistou o título da Carrera Cup com Lico Kaesemodel. Depois venceu o campeonato de endurance de 2018 com a dupla formada por Kaesemodel e Ricardo Zonta. No ano seguinte, patrocinou o carro de Felipe Baptista quando ele entrou para a história como o mais jovem vencedor de uma corrida de alto nível em Gran Turismo no mundo, com apenas 15 anos.

Esse reposicionamento das marcas ilustra um momento de transição no automobilismo nacional. Enquanto a Stock tenta corrigir os problemas da nova geração de carros para 2026 e recuperar estabilidade técnica e institucional, patrocinadores históricos passaram a distribuir suas apostas em diferentes categorias. O resultado é um ecossistema mais pulverizado, no qual o prestígio histórico da principal categoria do país já não garante, sozinho, a fidelidade das grandes marcas.



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