João Paulo Sampaio revela conversa com jogadores após vice do Palmeiras no Brasileiro Sub-20

Após a derrota do Palmeiras por 2 a 0 para o Vasco, no Nubank Parque, que resultou no vice-campeonato do Campeonato Brasileiro Sub-20, João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do Verdão, revelou o que conversou com os jogadores após o apito final. O dirigente também comentou sobre a permanência dos atletas no gramado durante a entrega e a comemoração do título pelo time carioca.
Segundo JP, a conversa com os jogadores foi diferente de acordo com o momento de cada atleta. Enquanto alguns receberam palavras de tranquilidade, outros ouviram orientações sobre aspectos técnicos e táticos apresentados durante a partida.
“Para alguns, tranquilidade faz parte do jogo. Para outros, eu falo até algumas questões técnicas e táticas e, em momentos do jogo, ter coragem, porque é isso que eles vão ser cobrados, né? Na equipe do Palmeiras. E se eles querem se manter nesse nível, têm que aprender com isso e nunca deixar de ter coragem para jogar, para aparecer, para ser o protagonista”, disse.
Experiência diante de quase 30 mil torcedores
O coordenador das categorias de base também reconheceu a eficiência do Vasco na decisão. Para João Paulo, o time carioca foi mais competente nos momentos decisivos e mereceu conquistar o título. Apesar da derrota, ele destacou a importância da experiência vivenciada pelos jovens palmeirenses diante de quase 30 mil torcedores.
“No último momento, o Vasco foi mais competente, foi mais eficaz. A gente não conseguiu ser eficaz hoje e o Vasco mereceu. Mas o importante é ter essas vivências, eles passarem por isso, porque vai ser o quarto domingo deles, né? Toda semana eles vão ter isso aí, 30 mil pessoas, movida a paixão, e um dia você vai bem, aplaudido, no outro dia você vai ser vaiado. Então, a formação passa por isso, por eles terem essa experiência que eles tiveram hoje”, acrescentou.
Por fim, Sampaio ressaltou a importância de transformar a derrota em aprendizado para a formação dos atletas. Segundo o dirigente, a dor de perder uma decisão cria memórias e faz com que os jogadores busquem respostas para evoluir.
“A derrota, ela te machuca, ela te deixa memórias e faz com que você cresça. Com essas derrotas, você começa a entender ou procurar respostas que às vezes você não tem. É de um jogo, por falta de eficácia, o Vasco foi mais eficaz, o goleiro deles foi mais eficaz no dia e a gente não. Igual lá, a gente foi eficaz lá e o Vasco perdeu mais chances. Então, isso fica na sua memória e, para a formação, para um garoto, dos que entraram ali com 16 anos, e os que já têm 20. Quando a dor é na sua pele, você aprende mais rápido”, completou João Paulo.